domingo, 2 de outubro de 2016

PR1 Pateira

O PR1 de Águeda, o percurso que ladeia a Pateira mais conhecida como Pateira de Fermentelos, nada tem a ver com  Fermentelos. Na realidade, todo ele decorre pelas povoações de Espinhel e de Óis da Ribeira, ou seja, pela margem leste e norte da lagoa. Sendo circular, pode começar em qualquer dos locais, mas recomendo o seu início no Parque de Merendas do Espinhel e seguir o trilho no sentido dos ponteiros do relógio. A beleza do trajeto é bastante conhecida, quer pelo elemento aquático que encerra, quer pela fauna que é possível observar.
Vejam algumas fotos e um pequeno filme que elaborei há tempos

Do parque do Espinhel

Ponte junto a Óis da Ribeira

Troço do Rio Águeda

Paredes de arenito na vertente junto à zona pantanosa de Óis da Ribeira

Vídeo (Feito em 2014, no inverno. Por isso a paisagem agora é bem diferente, cheia de verde e não liguem às datas...)
 
Perfil do percurso - Circular
Extensão - 11 km. (deixando dois pequenos desvios por fazer)
Grau de Dificuldade 1/5
GPX do trilho Pateira


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Castelo de Vide é já ali e Marvão Logo após


Castelo de Vide é já ali e Marvão Logo após. 

Esta é uma atividade que cativa pela beleza dos cenários. São dois dias fascinantes de caminhadas, belas paisagens, lazer e património. Implica disponibilidade para um fim-de-semana completo.
O percurso central da caminhada é o PR1 CVD, isto é, um percurso de pequena rota em Castelo de Vide, de perfil circular e caminhada fácil/moderada (diria que de nível 2.5 numa escala de 5)
Num dos dias, será esta a atividade central. O percurso segue muito próximo às cristas quartzíticas sobranceiras a Castelo de Vide, tendo o seu ponto mais alto na Ermida da Sra. da Penha. Para os mais aventureiros existe uma via ferrata de poucas dezenas de metros.
O percurso fecha depois numa calçada medieval descendente e termina junto ao cemitério. É de uma beleza ímpar, com muitas fontes e sombra. nem parece Alentejo...
Fecha-se bem este dia com uma visita pela bela brancura da localidade, com as suas ruas com heranças e memórias cristãs, árabes e judaicas (existe uma sinagoga em castelo de Vide).
No segundo dia poder-se-á optar por dois tipos de programa. O primeiro é uma sugestão para visitar Marvão, altaneira e vigilante, a poucos quilómetros de distância.

Ou realizar uma rota de carro pelos principais marcos megalíticos da região, entre dólmens e menires, passando pela albufeira de Póvoa e Meadas.



A data ideal será o primeiro fim de semana de maio. 
O alojamento sugerido, dependendo da época do ano, pode ser desde camping até alojamento em Hotel, sendo de notar que em Castelo de Vide existe um Hotel do INATEL, sempre a preços um pouco mais módicos e serviço de qualidade (quartos a 38 euros na época baixa e há ainda protocolos de descontyo, como, por exemplo, associados da DECO, de algumas associações profissionais, etc.).

quinta-feira, 2 de junho de 2016

XXIVª Caminhada - A contar as pedras e as estrelas da Freita

 A 24ª caminhada da Bota Cansada será no fim de semana de 10 e 11 de Setembro. O local escolhido é a Serra da Freita, na zona do Merujal, Frecha da Mizarela, pedras Boroas, pedras parideiras, etc.
As caminhadas serão duas, de caráter exploratório, numa combinação de percursos de interesse diverso.
O modelo de alojamento será na casa  abrigo do Vidoeiro, a antiga casa do guarda florestal, que terá de ficar toda por nossa conta. O espaço permite alojar 29 pessoas, com as seguintes tipologias:
4 quartos (de 1 cama de casal e um beliche para 2 pessoas) e a camarata com 13 camas. Também permite acampar junto ao espaço, ficando, talvez, mais barato. Os preços serão divulgados brevemente.  (As fotos que se seguem foram retiradas de um evento do Clube Centro Aventura)

Espaço interior da casa/abrigo

Espaço Envolvente
 O modelo de atividade permite participar em cada um dos dias separadamente ou em ambos.  Na altura da inscrição será pedido às pessoas que paguem o valor do alojamento, que será de 6,5€. É possível alugar um quarto para casal em privado ou para 3, pagando, no entanto o valor de 4 pessoas.
 PROGRAMA
Dia 10 -  Caminhada mais larga, que permitira visitar duas construções pré-históricas
Mamoa da Portela

Mamoa do Monte Calvo
Outras mais recentes
Ponte perto de Albergaria das Cabras
e ainda formações naturais
Pedras parideiras

Pedras Boroas
Dia 11 - Passeio por património construído. Pelo Gestoso e Gestosinho e ainda visita a um miradouro fabuloso sobre as 3 serras.
Gestoso

Gestosinho

Panorâmica do Detrelo da Malhada

A não perder. Email para botacansada@gmail.com

terça-feira, 26 de abril de 2016

Diário de uma aventuda - Por terras da Andaluzia e El Caminito

As ideias nascem como os sonhos. Dizem até que têm uma mesma mãe. Quando lancei o desafio num post anterior, houve algumas pessoas que reagiram e senti que não iria sozinho. Fomos seis; da próxima seremos mais.

Dia1 - Saída de Coimbra e ataque à longa viagem que nos esperava. Entrada em Espanha por Badajoz - Sevilha - Ardales. Ardales é um belo povoado andaluz, com alguns vestígios do seu castelo árabe e, pareceu-nos, com muita gente simpática. Foi, de resto, a nossa base logística (ficámos nos 'Aparatemntos Ardales', a 6 km.
Panorâmica de Ardales
camping Ardales fica numa península interessante junto à albufeira, onde a água é sempre azul, devido às matérias em suspensão.

Fomos visitar as ruínas de Bobastro, perto, uma cidade árabe que, no séc. IX foi a fortaleza de um rebelde mouro, que ameaçava os senhores de Málaga. Da cidade destaca-se, hoje, o que resta da igreja moçárabe. Nunca terá sido acabada, mas sabe-se que foi consagrada e nela se celebrou a liturgia. O templo está escavado na rocha, com as marcações para alguns rasgos que não foram depois concluídos.
Igreja moçárabe, em Bobastro
 
As caminhadas têm-me feito bem. Estou em metade do que era.
 Dia2 -  O Caminito e Álora. O percurso do Caminito del Rey é hoje uma passadeira pedonal, segura, fácil de percorrer. O único senão serão as vertigens, mas é completamente seguro. Poderão ver algumas imagens que impõem essa majestade
 


Aquilo no mei da parede também fomos nós
De tarde visitámos Álora, mais uma bela povoação situada no sopé dos montes andaluzes. Tem um castelo moçárabe, restaurado, mas em que muito foi destruído pela construção de uma grande igreja e os mausoléus de família. Ao longe parece um pouco alfama.


Dia3 - Visita a Antequera. Além de ser uma cidade já grande, com imensos monumentos, Antequera é conhecida pelos vestígios pré-históricos que tem. Visitámos os dólmenes, destacando-se o de Viera, pela dimensão colossal das pedras que o compõem.
De Antequera avista-se, ao longe, uma formação rochosa a que costumam chamar 'o índio'. Dá para ver:
Num local central, é possível obter panorâmicas de 360º
Descarreguem e visualizem toda a imagem
Dia4 - Mérida e regresso. Mérida tocou-me pela visão de alguns monumentos e ruínas. Muito se poderia dizer, mas não era o centro da aventura...

Lições que ficam: somos apenas um momento e uma pequena peça na engrenagem do tempo e do espaço. Mais majestosa que todas as construções humanas é a construção da natureza. O desfiladeiro dos Gaitanes, escavado ao longo dos milhões de anos, é hoje visitado por causa da curiosidade e do génio humano, a mesma curiosidade em compreender a vida e a morte que levou os ancestrais de Antequera a construírem os dólmenes, os cidadãos do império a louvar deuses e homens em Mérida. Na outra face temos a violência que leva a construir os castelos e cidades fortificadas para, ora sim, ora não, os homens bailarem nos tronos do poder.

Fica a promessa de, em breve, lançar uma proposta de regresso, em grupo, a esses locais da Andaluzia, com um programa similar. Até breve.
































quarta-feira, 30 de março de 2016

XXIIª Caminhada - PR2_SRT - Pelos trilhos do zêzere

A XXIIª caminhada vai acontecer a 10 de julho, sendo para muitos aquela que encerrará a época antes das férias. Será uma caminhada com substância, quer na paisagem, quer no relevo.
O local escolhido foi a zona ribeirinha e os arredores de Pedrógão Pequeno. O trilho chama-se mesmo PR2_SRT - Trilhos do Zêzere. É uma pequena rota de 9,5 km., de dificuldade média, com a possibilidade de encurtar uma parte e reduzir o grau de dificuldade.
Este Percurso Pedestre leva-nos  ao longo  da estrada romana, única via terrestre  existente até 1954 para ligação das margens do rio  Zêzere, ladeado  de um património florestal rico em sobreiros que habitam nas magníficas  escarpas  de  granito  situadas  junto  da  Ribeira  dos Portoleiros.
Não são as portas do Ródão, mas parecem...
Estrada romana, a única que até meados do século XX ligava a Castelo Branco
Chegados  à  Ponte  Filipina,  construída  entre  1607  e  1610  e que, actualmente,  é  o  cartão-de-visita  de  Pedrógão  Pequeno,  podemos desfrutar  de  vários  miradouros,  bem  como,  de  zonas  de  descanso.
Ponte Filipina

Após  recuperar  forças  o  percurso  continua  pelo  Trilho  da  Levada, passando pelo túnel  construído  em 1918 para a construção  de uma levada  de  água,
Entrada do túnel da Levada das Freiras
até  ao  Moinho  das  Freiras  local  com  uma  paisagem única,  onde  se  observa  a  Albufeira  da  Bouçã,  lago  prateado e verde, onde  tudo é  tranquilo.
Panorama visto dos miradouros
Continuando  a  percorrer  a  PR-2  visitamos  a  aldeia  do  Painho  uma pequena aldeia, que em tempos  transactos devido a proximidade do rio  foi  uma  aldeia  de  moleiros.
Nora na povoação de Painho
De regresso ao ponto inicial do percurso, uma paragem obrigatória na Fonte  das  Aveleiras  onde  nos  podemos  refrescar  com  a  sua  água límpida  e  fresca.
Ribeira em Pedrógão Pequeno
O ponto de partida e chegada, será no Moinho das Freiras, que nos permitirá ususfruir do parque de merendas e de um cais da albufeira, com banhos para os que gostam de chapinhar. Não é uma praia, por isso a água é profunda.
O dia promete. 
Fiquem atentos aos pormenores e às inscrições, que podem ir fazendo em botacansada@gmail.com

Tipo e perfil de percurso: caminhada circular com 9,5 km. (no sentido contrário aos ponteiros do relógio) desde o Moinho das Freiras (junto ao rio) e subida  considerável até Painho. A partir daí o caminho é plano e uma vez entrados em Pedrógão Pequeno será sempre a descer novamente até ao rio pela estrada romana e depois ao longo da albufeira, pela larga vereda da Levada.
Grau de dificuldade: médio (3 em 5).  Cota máxima de 368 mt e mínima de 176.
Transporte: Viaturas próprias até ao ponto de partida  (Parque de merendas do Moinho das Freiras)   39°53'48.85"N   8° 8'23.37"W

Logística: Lanche à partida e almoço no fim.  Levar trem de caminhada completo (prato, garfo, faca, colher e copo/caneca)
GPX do percurso - Gpx da rota