O Caminho do Xisto da
Benfeita é um percurso circular, partindo do centro
desta aldeia. O sentido aconselhável é o que sai em direção ao vale da Ribeira do Carcavão (anti-horário).
Entramos num estreito trilho,
ao longo da margem da ribeira, e tomamos contacto com pequenas, mas fantásticas quedas de água, bem
como com as transformações da paisagem, fruto da ação secular do Homem.
Dado o
forte declive desta zona, é
necessário deixar as margens da Ribeira e subirmos por antigas veredas rurais, com inúmeras
escadas em pedra, pelo que devemos
ter atenção redobrada. A fase de subida termina pouco depois da passagem por zonas em que a água trilhou o
seu percurso pela rocha. Uma
vez no cimo da crista rochosa, a vista que se alcança sobre todo o vale é deslumbrante.
Cruzamos uma estrada
asfaltada e abordamos a aldeia
do Sardal por um trilho suave contornando a encosta.
Após a passagem pelo interior da aldeia, iniciamos
a descida, utilizando caminhos e levadas estreitas mas bem definidas. Já em plena área de
Paisagem Protegida da Serra do Açor
encontramos a derivação (opcional) para uma descida curta à Fraga da Pena, zona de cascatas impressionantes.
Continuando em frente, atingimos
a aldeia de Pardieiros, onde existem serviços de apoio, sendo aconselhável a visita ao núcleo museológico
de temática rural. A partir daqui,
retomamos a descida para a Ribeira da Mata, ao longo da qual se fará o regresso à Benfeita, num ambiente em
que a prática agrícola e o aproveitamento
dos campos marcam a envolvente do percurso.


Para além de espécies arbóreas como o carvalho,
o castanheiro, o azereiro ou o ulmeiro, a Mata possui
ainda numerosas plantas vasculares de grande interesse científico e endemismos dos quais se destacam o selo-de-salomão e o lírio
martagão. Já a Fraga
da Pena é uma zona de recreio e lazer, com quedas de água
originadas por um acidente
geológico, possuindo igualmente um conjunto florístico
de elevado interesse, conferindo um carácter singular à paisagem.
(Texto retirado e
adaptado do folheto do percurso)